segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Composição dos cosméticos

Estou de volta! :D
E hoje eu resolvi trazer um pouco do que andei lendo esses tempos de folga do blog: um pouco sobre químicas/toxinas em cosméticos! Então senta que lá vem história...

De acordo com uma pesquisa do Environmental Working Group (EWG) viu-se que uma mulher usa em média 12 produtos de cuidados diários e um homem usa 6 produtos, sendo que cada produto contém vários compostos químicos, levando a mulher a receber pelo menos 180 compostos por dia e o homem 85. Contudo, destes compostos, somente 20% deles tiveram sua segurança avaliada e muitos outros nós sequer sabemos o que podem fazer com a nossa saúde ao longo de uma exposição contínua (ainda mais se considerarmos que começamos a ser bombardeados por química e toxinas desde bebês, já que nem produtos de higiene infantil estão à salvo). Fonte: EWG

Mas aí nós pensamos: Vou procurar produtos com menos química! Se vemos escrito na embalagem de um produto que ele é natural ou com ingredientes orgânicos, ele deve ser natural ou orgânico, certo? Daí, quando nos deparamos com a composição deste mesmo produto, observamos vários ingredientes com nomes complicados que nem sequer sabemos pra que servem ou o porquê de estarem ali! Indo mais a fundo, descobrimos que ele contém inúmeros compostos químicos perigosos à saúde, como os derivados do petróleo (os famosos parabenos), ingredientes potencialmente tóxicos, alergênicos ou ainda que podem causar câncer! Isso é realmente natural ou orgânico? Infelizmente não. Esse vídeo da Annie Leonard "Story of cosmetics" ilustra de uma forma mais divertida esse assunto:


A indústria cosmética ainda não tem tanto rigor quanto à composição dos produtos, sendo assim, devemos ter muito cuidado ao nos depararmos com produtos que dizem ser "naturais", pois basta que eles utilizem algum extrato vegetal no meio da composição que já podem colocar isso escrito bem grande no rótulo, afinal, não há legislações concretas que barrem esse tipo de coisa (Existe apenas a lei 10.831/03, que regula a produção, transformação e comercialização de alimentos orgânicos)

Porém, nem tudo está perdido! Atualmente existe um movimento de algumas empresas/produtores que procuram ir contra a maré de químicas nocivas e trazer produtos orgânicos, ou seja, produtos com menos matéria prima sintética ou tóxica e cada vez mais natural. No geral, exige-se que haja nestes produtos um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos. Os outros 5% da composição podem ser de outras fontes sem certificação (provenientes de agricultura ou extrativismo, desde que sejam permitidas para formulações orgânicas), sejam elas sintéticas ou ainda possivelmente de origem animal (como a cera de abelha ou mel), contudo, sendo proibido o sacrifício de animais para obtenção de matérias-primas. Fonte: SonBeauty; Ecocert; IBD. 

Entretanto, não basta que estejam impressas numa embalagem as palavras Produto Orgânico, Produto Natural, Ecológico ou qualquer adjetivo similar para garantir ao consumidor o que se está dizendo (pois está na moda ser "eco" e enganar a população com produtos nada naturais!). É preciso certificar seus produtos como orgânicos, através de selos de instituições como a ECOCERT, USDA ou IBD (foto). Assim, as certificadoras orientam os produtores interessados para que tomem conhecimento das “normas” e as cumpram em sua produção orgânica. Seus inspetores visitam regularmente as propriedades agrícolas e se constatarem que elas foram realmente cumpridas, autorizam aos produtores que utilizem na embalagem do seu produto o “selo de qualidade” da certificadora. A única certeza do consumidor são os selos das certificadoras, cujos inspetores de fato, acompanharam todo o processo produtivo daquele ingrediente/produto/alimento. Ainda existem pequenas divergências entre as certificadoras quanto a definição de orgânico, mas a essência é a mesma: garantir uma produção segura, que proteja os produtores, os consumidores, a natureza e o planeta. Fonte: How Stuff works.
Fonte: Blog Lookaholic
Por fim, além disso tudo, eu, enquanto vegan, também busco saber quanto à composição de origem animal nestes produtos, pois nem todo produto orgânico é vegan! O que facilita a vida são os selos de certificação vegan que algumas certificadoras oferecem, como a SVB ou a Vegan Awareness Foundation e são tão importantes quanto os selos orgânicos!


Alguns selos de certificadores vegans!
Então já vimos que ler rótulos e pesquisar sobre os produtos é essencial, né?  :)
Mas quanto aos produtos e marcas orgânicos e vegans, fica pra um próximo post! Por hoje é só, fiquem  sempre de olhos abertos!

4 comentários:

  1. Legal o texto, bem explicativo! Só não entendi porque nem todo produto orgânico é vegano! É por causa dos testes em animais? Se não for, como pode ser considerado orgânico um produto com ingredientes de origem animal?

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    1. Oi Eliana! Obrigada! Então, pelo que eu li, os produtos orgânicos nunca testam mesmo, mas eles podem conter dentro daqueles 5% de outros alguma matéria-prima animal, mas somente os obtidos como subprodutos (mel e leite, por exemplo), sendo proibido o sacrifício de animais para obtenção de matérias-primas. Acho que vou adicionar isso ao texto pra não ter mais dúvidas, mas pretendo fazer um post maior sobre isso também! :)

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    2. Olá Jess,
      Tinha me esquecido de mel orgânico... Agora entendi. A explicação tava clara antes, eu é que não lembrava dos subprodutos!

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